Manuscritos econômico-filosóficos

de Karl Marx

Boitempo lança nova tradução dos textos que trazem a base do materialismo histórico, escritos quando Marx tinha 26 anos

 

    "Quando estive em Moscou em 1930, Riazanov me mostrou os textos escritos por Marx em Paris, em 1844. A leitura desses Manuscritos mudou toda a minha relação com o marxismo e transformou minha perspectiva filosófica."  -  Georg Lukács

"Com a descoberta dos Manuscritos econômicos-filosóficos de Marx surge a seus olhos um substituto para essa filosofia falsamente concreta, 'um novo Marx que era realmente concreto e que ao mesmo tempo se elevava acima do petrificado e amolecido marxismo teórico e prático dos partidos'" - Jürgen Habermas citando Herbert Marcuse

       "Quando eu disse a Antônio (Houaiss) que achava os Manuscritos econômico-filosóficos, do jovem Marx, mais importantes que O Capital, ele foi acometido pela ira dos justos e chamou-me de revisionista." - Sérgio Paulo Rouanet

      Com tradução, introdução e notas de Jesus Ranieri e uma cronologia da vida de Karl Marx, a Boitempo Editorial está lançando os Manuscritos econômico-filosóficos, dentro do seu projeto de publicar no Brasil a obra completa de Marx, em novas traduções direto do alemão.

Publicados apenas após sua morte, os Manuscritos foram escritos em 1844, quando Marx tinha apenas 26 anos e antes do seu célebre encontro com Engels. Os Manuscritos econômico-filosóficos ou Manuscritos de Paris apresentam a planta fundamental do pensamento de Marx: a concentração de sua filosofia na crítica da economia nacional de Adam Smith, J.B. Say e David Ricardo. Na obra, Marx expõe a discrepância entre moral e economia, denunciando a radicalidade da exploração do homem pela empresa capitalista. Enquanto a reprodução do capital é o único objetivo da produção, o trabalhador ganha apenas para sustentar suas necessidades mais vitais, ou seja, para não morrer e poder continuar produzindo.

O fundamento da teoria da mais-valia, desenvolvida mais tarde  em O capital, já é antecipado nos Manuscritos. O estranhamento do mesmo trabalhador, fazedor de um produto que não lhe pertence, também é esboçado.

         Nos Manuscritos Marx dá sinais de sua passagem do idealismo hegeliano ao materialismo dialético e declara a necessidade de "uma ação comunista efetiva" a fim de superar a propriedade privada. Se muitos dos capítulos da obra são apenas esboços, ela não deixa de oferecer um desenvolvimento quase absoluto da compreensão geral de Marx acerca das relações íntimas entre liberdade, economia e sociedade, em ensaios às vezes geniais - e inclusive acabados - como é o caso de "[Dinheiro]", o último capítulo dos Manuscritos.

Título: Manuscritos econômico-filosóficos

Título original: Ökonomisch-philosophische Manuskripte

Autor: Karl Marx

Introdução, Tradução e notas: Jesus Ranieri

Ilustração da capa: Loredano

ISBN: 85-7559-002-2

Páginas: 176

Preço: R$ 36,00

 

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