A Boitempo é uma editora que ousou ter cara. Em meio à enxurrada de lançamentos que invadem as livrarias, a casa editorial, criada em 1995, conquistou seu espaço produzindo livros de qualidade.
Construiu um catálogo consistente, com opções editoriais claras. O reconhecimento de nosso trabalho se dá pela ampliação de nossos autores e leitores, mas também na conquista de prêmios importantes, como, por exemplo, o Jabuti em várias categorias, o Clio de História e o Melhor Ensaio da Academia Paulista de Letras, entre outros. Em 2007, a Latinoamericana recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Não-Ficção.
O nome da editora, extraído do título de um poema de Carlos Drummond de Andrade, foi a forma encontrada para homenagear o maior poeta brasileiro. Essa inspiração norteia nossa escolha de publicações literárias, que vai de obras consagradas (a Coleção Clássicos) à publicação de autores novos e ousados: Edyr Augusto, Flávio Aguiar, João Carrascoza, Márcio Moraes Valença e Roniwalter Jatobá, entre outros.
O carro-chefe da editora tem sido a linha de ensaios, voltada para nossa história passada e contemporânea. Os temas tratados vão desde economia até política e história, incluindo tropicalismo, indústria fonográfica brasileira, televisão, ditadura militar, migrações para o estrangeiro, neoliberalismo, trabalho, capitalismo, comunismo, marxismo, questões de gênero, filosofia, educação, ética e meio ambiente. Temos um catálogo variado e amplo, com obras que se tornaram referência em diversos centros de ensino e pesquisa. Reunimos autores de prestígio internacional, como: Boaventura de Sousa Santos , Edward Said, Ellen Wood, Emir Sader, Francisco de Oliveira, François Chesnais, Giorgio Agamben, Immanuel Wallerstein, István Mészáros, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Mike Davis, Perry Anderson e Slavoj Žižek.
Temos ainda quatro coleções, coordenadas por alguns dos principais intelectuais brasileiros da atualidade: Estado de Sítio, cujo coordenador é Paulo Arantes; Marxismo e Literatura, sob os cuidados de Leandro Konder; Mundo do Trabalho, idealizada e mantida por Ricardo Antunes; e Paulicéia, com a coordenação de Emir Sader. Também criamos uma coleção com toda a obra de Karl Marx e Friedrich Engels, em novas edições comentadas e com traduções feitas diretamente dos originais em alemão.
A Boitempo edita ainda a revista semestral de estudos marxistas Margem Esquerda, que reúne artigos e reflexões de pensadores fundamentais do Brasil e de outros países.
Acreditamos estar consolidando a Boitempo como uma editora conceituada e respeitada no meio editorial, na academia e entre o público leitor. E com essa convicção nos colocamos à disposição para quaisquer informações sobre nossos títulos, reafirmando o cuidado com o produto final e o respeito ao leitor, ao autor e aos colaboradores como ponto principal de nossa atuação.
Boa leitura!
Editorial:
Ivana Jinkings, Bibiana Leme, Ana Lotufo, Elisa Andrade Buzzo, Gustavo Assano
Produção / Direitos autorais:
Paula Pires
Comercial:
Ivam Oliveira e Robson Ferreira
Imprensa:
Julio Delmanto
Administrativo:
Marlene Baptista e Rosa Cristiane Gaborin
Conselho Editorial:
Emir Sader (coordenação)
Mais informações sobre a editora:
Afoitos por visibilidade - 2008
Matéria de Ana Paula Sousa, publicada na revista Carta Capital, sobre a Feira Literária Internacional de Paraty: “Nunca fui à Flip, mas imagino que seja uma festa simpática, uma boa badalação em torno do livro e afins. Mas eventos como este não podem ser feitos com renúncia fiscal para favorecer um público já privilegiado, que pode pagar os hotéis da cidade, e um sem-número de intermediários do mundo da cultura”, pontua Ivana Jinkings, da editora Boitempo. [leia mais]
Nota pública de esclarecimento - 2006
A Boitempo vem sendo alvo de ataques por parte de veículos da mídia conservadora. Certos jornalistas não entendem, e seus chefes não toleram, uma editora que sobrevive e cresce com um catálogo coerente e de qualidade, não pautado pela tábula rasa do mercado." [leia mais]
Nos livros, a qualidade em primeiro lugar -2005
Matéria de Tatiana Azevedo no semanário Brasil de Fato: “Temos muito cuidado, somos muito rígidos na escolha dos títulos a serem publicados, pois a nossa linha editorial é claramente definida. A única estratégia que tivemos, desde o início, foi a de nunca transigir em qualidade. Acredito que essa postura nos angariou a credibilidade que a editora possui”, diz Ivana Jinkings. [leia mais]
Uma editora independente e comprometida - 2005
Entrevista de Ivana Jinkings, concedida a Arturo Hartmann, do site do Instituto da Cultura Árabe (Icarabe): Ivana Jinkings define a editora que fundou como “independente, comprometida com a qualidade dos textos que publica e com o desenvolvimento da cultura e do pensamento crítico”. Ela fala das dificuldades de manter uma editora pequena que foca sua atenção em obras de pensamento crítico em tempos de grandes editoras e campanhas publicitárias de massa. [leia mais]
Qualidade sem facilidade - 2001
Matéria de Beatriz Resende no periódico eletrônico NO.com: A Boitempo escolheu ter cara, cor e cheiro, o que não anda sendo muito comum em tempos de neoliberalismo. Investiu em autores agressivos que podiam ou não dar certo, bancou ensaios sobre pensadores fora de moda. [leia mais]
Boitempo resgata obras esquecidas pelo mercado - 2000
Matéria de Terciane Alves no site Submarino: Há uma infinidade de livros, de primeiríssima qualidade, que nunca foram publicados no Brasil ou tiveram uma única edição e estão há anos esgotados. Por isso, a Boitempo pretende resgatar a importância de determinadas obras e épocas. [leia mais]
Um olhar feminino no mercado editorial - 1999
Entrevista de Ivana Jinkings, concedida a Odir Cunha, do Jornal da Tarde: Boitempo é uma pequena poesia de Carlos Drumond de Andrade que fala do tempo na roça delimitado pela rotina do gado
("...No gado é que dormimos e nele que acordamos... A lua chega no leite, morno esguicho das tetas e o dia é um pasto azul que o gado reconquista."). Mas a jovem editora Boitempo, fundada em 1995, tem esse nome para homenagear, Raimundo Jinkings, neto de ingleses que montou uma rede de livrarias em Belém do Pará e tentou, nos anos 60, em vão, levar sua editora, também Boitempo, adiante. [leia mais]
Bom tempo para os livros - 1999
Entrevista de Ivana Jinkings, concedida a Ana Carina Santos, do jornal O Liberal: O melhor caminho para a formação de leitores é melhores escolas e uma política pública de incentivo à leitura. Num país onde 20% da população é analfabeta, não é de se estranhar que o número de leitores habituais, desses que que se
abastecem regularmente dos melhores lançamentos, seja tão pequeno. Os editores têm um papel aí, mas não se pode mudar toda uma postura, que é cultural, sem uma política séria dos nossos governantes. [leia mais] |