Em fevereiro de 2008, Fidel Castro deixou a Presidência de Cuba, depois de 49 anos no poder. No lugar de Fidel, assumiu seu irmão, Raul Castro, que esteve presente desde a revolução cubana, mas que não tem o carisma e o simbolismo do irmão. Logo nos primeiros meses, o novo presidente anunciou algumas medidas de aparente mudança para a população da ilha, mas será que Cuba está passando por um processo de abertura política?
Como os cubanos vêem essas mudanças e a saída de seu líder tão emblemático? Algum movimento já se coloca como alternativa ao regime? O maior símbolo da resistência ao capitalismo caminha para seu final? Em busca dessas respostas, o Olhar da USP entrevistou o cientista político Gildo Marçal Brandão, da USP, o filósofo Emir Sader, da UERJ, o sociólogo Chico de Oliveira, da USP, e Demetrio Magnoli, doutor em geografia pela USP. Mas não ficamos apenas na teoria: para entender melhor o cotidiano do país, conversamos também com o embaixador do Brasil em Cuba, Bernardo Pericás Neto, e com Yoani Sanchez, uma cubana de 32 anos que criou o premiado blog Generación Y, para expor suas opiniões sobre a situacão atual da ilha.
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Parte 3
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