Em editorial, a revista "The Economist" prevê que "mudanças reais em Cuba só vão começar depois da morte de Fidel". Não é o que pensa o próprio. Em 2005, ao falar da sucessão em entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, do francês "Le Monde Dimplomatique", Fidel disse: "Que nossos inimigos não se iludam; eu morro amanhã e minha influência pode crescer".
Na entrevista, publicada no livro "Biografia a duas vozes" (Boitempo), Fidel diz ainda que "o dia em que eu morrer de verdade ninguém vai acreditar. Poderia andar como Cid Campeador [referência a personagem do século 11], que mesmo morto era levado a cavalo para vencer as batalhas".
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