Título: Mesmo a noite sem luar tem lua
Subtítulo: crônicas de Lourenço Diaféria
Autor(a): Lourenço Diaféria
Prefácio: Roniwalter Jatobá
Páginas: 248
Ano de publicação: 2008
ISBN: 978-85-7559-106-2
Preço: R$ 38,00
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"Pelos textos deste livro passa o talentoso e múltiplo Diaféria, que um dia observa uma cobradora de ônibus ajudar uma mãe a trocar a roupa de seu bebê e, no outro, manda uma carta ao general de plantão avisando que algo cheira mal nos porões da ditadura militar. E, nessa multiplicidade de olhares, o autor torna-se, como diz Jorge de Sá, testemunha do nosso tempo, e o leitor sente-se mais próximo do homem, dos outros homens, enriquecido em sua consciência e emoção.”
Roniwalter Jatobá

As crônicas do escritor e jornalista Lourenço Diaféria, reunidas em Mesmo a noite sem luar tem lua, são um retrato do mundo político e do cotidiano paulistano dos anos 1970. Criativos e sensíveis, repletos de humor corrosivo, os textos revelam casos de ironia e inventividade popular, além de revolta contra a burocracia, a desumanização e os desmandos presenciados pelo autor. São cenas que “não estão nas reportagens de rádio e televisão”, segundo o jornalista Mílton Jung, que escreveu a orelha do livro

A seleção das crônicas, publicadas entre 1973 e 1977, foi feita pelo escritor Roniwalter Jatobá, que também assina a apresentação. Diaféria escreve, entre outros temas, sobre os habitantes da cidade, os hábitos do povo e o futebol de várzea.

A polêmica crônica “Herói. Morto. Nós.”, integra o volume. Considerada ofensiva às forças armadas pela ditadura militar, sua publicação levou à prisão do autor – enquadrado na Lei de Segurança Nacional – e à demissão de Cláudio Abramo da Folha de S.Paulo. Nessa crônica, ao contar a história de um sargento que morreu ao salvar uma criança do poço das ariranhas no zoológico, Diaféria não deixa de cutucar, cheio de estilo, o regime militar.

Sobre o autor

Lourenço Carlos Diaféria nasceu em 1933, é escritor e jornalista. Escreveu crônicas na Folha de S. Paulo entre 1964 e 1977. Publicou, entre outros livros, Brás, sotaques e desmemórias (2002), da Coleção Paulicéia da Boitempo Editorial.

Trecho da crônica “Herói. Morto. Nós”

“No instante em que o sargento – apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher – salta no fosso das simpáticas ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.”

PUBLICAÇÕES NA IMPRENSA:

22/01/2008 - Observatório da Imprensa - Diaféria, o cronista do nosso tempo

 

23/01/2008 - Rádio Joven Pan AM - Literatura - Álvaro Alves de Faria

 

24/01/2008 - Agência Carta Maior - Mesmo a noite sem luar tem lua; crônicas de Lourenço Diaféria

 

24/01/2008 - PublishNews - Parabéns, São Paulo!

 

25/01/2008 - Boitempo Editorial - Lançamento de livro homenageia o jornalista Lourenço Diaféria

 

15/02/2008 - Revista Fórum online - Livro traz crônicas de Lourenço Diaféria - Redação

 

24/02/2008 - Caderno Cultura - OESP - O observador atento da face humana de São Paulo

 

25/02/2008 - Diário de S. Paulo - Pelos olhos do cronista - Fernando Oliveira

 

17/09/2008 - Portal iG - Balaio do Kotscho - Parou o coração de Lourenço Diaféria, cronista da vida anônima - Ricardo Kotscho

 

17/09/2008 - Folha de S. Paulo - Escritor Lourenço Diaféria morre aos 75 anos - Miguel Arcanjo Prado

 

17/09/2008 - Gazeta esportiva - Descanse em paz, corintiano Lourenço Diaféria!!! - Chico Lang

 

17/09/2008 - UOL - Lourenço Diaféria, cronista e jornalista, morre aos 75 anos em São Paulo

 

18/09/2008 - O Estado de S. Paulo - Lourenço Diaféria, cronista das figuras anônimas de SP - Ubiratan Brasil

 

 

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05/03/2013 - Marx: a criação destruidora
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