Moscow, romance de Edyr Augusto, conta uma história de suspense narrada com uma oralidade singular – a linguagem falada em Belém do Pará. Por seu formato, trata-se de um livro para ser lido de um fôlego só.
Sua narrativa em primeira pessoa é um verdadeiro tratamento de choque. O estilo asfixiante de Edyr Augusto aproxima o texto da realidade. A obra é como um punho que atinge o leitor secamente, sem lhe deixar tempo para recobrar a respiração.
O personagem central de Moscow é um jovem marginal envolvido num mundo repleto de violência, gangues, sexo, drogas e crime. Ambientado na praia do Mosqueiro, no Pará, o livro retrata personagens extremamente cruéis, verdadeiros, sem culpa e que poderiam ser encontrados não só ali, mas em São Paulo, Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar. A força dramática desses personagens impregna todas as páginas do livro.
Em Moscow, Edyr Augusto faz um retrato literário excelente, que incomoda e seduz o leitor, ao mesmo tempo em que propõe reflexões.
Sobre o autor
Edyr Augusto Proença é jornalista, radialista, redator publicitário, autor de teatro e de jingles. Já publicou quatro livros de poesia: Navio dos cabeludos, O rei do Congo, Surfando na multidão e Incêndio nos cabelos. Estreou em prosa na Boitempo Editorial, em 1998, com o romance Os éguas. É autor também do livro Crônicas da cidade morena (1999).