Título: Cães de guarda
Subtítulo: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988
Autor(a): Beatriz Kushnir
Prefácio: Stella Bresciani
Páginas: 408
Ano de publicação: 2004
ISBN: 85-7559-044-8
Preço: R$ 52,00
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"A investigação, cuidadosa e inovadora, reconstrói em grande parte o universo dos próprios censores, por meio de extensas entrevistas tanto com esses, como com vários jornalistas. Traz à tona, portanto, a fala desse grupo conhecido pelo uso do lápis vermelho e da tesoura e sua face pouco vislumbrada."
Michael Hall

Doutora em História Social, Beatriz Kushnir lança, nos 40 anos do golpe de 1964, livro nascido de intensa pesquisa sobre um dos aspectos fundamentais do regime militar: sua relação com os órgãos de imprensa, da censura à colaboração. "O objetivo é iluminar um território sombrio e desconfortável: a existência de jornalistas que foram censores federais e que também foram policiais enquanto exerciam a função de jornalistas nas redações", explica Beatriz na introdução do livro.

A pesquisadora explora a formação, as bases jurídicas e as diretrizes que orientavam o trabalho da censura, baseando-se em extensa pesquisa documental, além de entrevistas, inclusive com onze censores - aspecto inédito - cujo trabalho era "filtrar", na imprensa e nas artes, o que incomodasse o regime não só no campo político, como também na cultura e até no campo da moral. Outro foco do trabalho é a cumplicidade da imprensa, especialmente da Folha da Tarde - veículo onde trabalhavam vários militantes de esquerda até a época em que o jornal ficou conhecido como Diário Oficial da Oban (Operação Bandeirantes) - com o regime militar e seu aparelho repressivo: os diretores do jornal eram ao mesmo tempo funcionários da polícia, reconhecidamente. Eles mesmos confirmam em entrevistas.

O livro toca num tema delicado, e indiretamente critica historiadores de renome que fazem a história da imprensa "esquecendo" o caso da FT. Cães de guarda explora os limites entre a censura, a auto-censura dos jornalistas e a complicada convivência entre governo e imprensa durante a ditadura militar.

Sobre a autora
Beatriz Kushnir é mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e doutora em História Social do Trabalho pela Unicamp. Atualmente desenvolve um projeto de pós-doutoramento, com financiamento do CNPq, no Centro de Estudos de Migrações Internacionais (Cemi/Unicamp), e desde 1998 presta consultoria história para cinema e teatro. É autora de Baile de máscaras: mulheres judias e prostituição e organizadora de Perfis cruzados: trajetórias e militância política no Brasil, ambos publicados pela Imago.

PUBLICAÇÕES NA IMPRENSA:

20/03/2004 - Jornal do Brasil online - Nova versão das relações entre jornalistas e a censura - Paula Barcellos

 

31/03/2004 - Jornal da Usp - Jornalistas que disseram sim

 

07/05/2004 - Diário do Pará - O jornal de maior tiragem do país - Elias Ribeiro Pinto

 

01/01/2005 - O Globo - Beatriz Kushnir põe o dedo em feridas ainda abertas ao analisar as relações entre jornais e o regime militar - João Batista de Abreu

 

18/02/2008 - Blog Vi o Mundo - Beatriz Kushnir: o livro que a mídia fez que não viu - Luiz Carlos Azenha

 

20/02/2008 - Site Vermelho - O livro que denunciou jornalistas e veículos pró-ditadura

 

26/04/2008 - Conversa Afiada - Máximas e Mínimas 1093 - Paulo Henrique Amorim

 

01/05/2008 - Revista Imprensa - Censura

 

01/06/2008 - Site do Centro de Estudios de la Mujer en la Historia - Cães de guarda

 

22/04/2009 - Site Vermelho - Beatriz Kushnir: a estreita união entre imprensa e ditadura - André Cintra

 

29/10/2010 - Carta Maior - A tentação de ver - Beatriz Kushnir

 

3/12/2010 - Rio Bravo - Podcast 170 - Arquivos da ditadura: Beatriz Kushnir e a ética do olhar - redação

 

22/02/2011 - Carta Capital - Dilma na cova dos leões - Leandro Forte

 

 

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